Trekking Rio dos Couros – Cachoeira do Segredo – São Jorge/GO

    

 

Integrantes:

Alexandre Manzan

Tatá

Bruno Dornelas

Odilon

Guilherme Gonçalves 

Beto Lamboglia

 

 

 
Dentre as inúmeras atrações da Chapada dos Veadeiros, faltava-me conhecer a cachoeira do Segredo, uma das mais belas da região. Tinha ouvido falar de uma travessia ligando o rio dos Couros a essa cachoeira. Achei interessante a ideia desse trekking e pus-me a vasculhar a internet a fim de baixar o tracklog de alguém que já o havia feito. Encontrei o tal trecho, mas, por querer terminar o trekking em São Jorge/GO, abri o Google Earth e confeccionei o trecho final ligando a cachoeira do Segredo à essa vila.
 
 
 

Após acionar os amigos e fixar a data, zarpamos dia 19 de maio para São Jorge. Como as duas cachoeiras ficam em lugares bem distintos, realizamos uma engenhosa logística para que, ao final da travessia, os carros estivessem em São Jorge prontos para nosso retorno a Brasília.

 
 
 
Iniciamos o trekking cruzando as cataratas dos Couros exatamente às 11h30min do dia 20 de maio. Seguindo o tracklog que havia baixado, com exceção de alguns trechos de rasga-mato, não tivemos problemas para chegar ao vale do rio que deságua na cachoeira do Segredo, onde pretendíamos pernoitar e tomar a garrafa de vinho que cuidadosamente carregávamos. 
 
 
 

Uma forte chuva se aproximava enquanto o sol se punha. Erroneamente insisti para que seguíssemos um pouco mais a fim de termos que percorrer um trecho menor no dia seguinte.

 

 
 
 

 

Com a chuva caindo, o relevo escarpado e a pouca visibilidade noturna, bati cabeça para achar a “rota” em meio à saroba! Já cansados e ensopados, encontramos um oportuno descampado, onde montamos acampamento. 

Mesmo com uma insistente chuva, obtivemos êxito em cozinhar nosso macarrão e degustá-lo acompanhado de boas risadas e do tão desejado vinho tinto.

 

 
 
 
 
Apesar de saber onde nos encontrávamos no mapa, não imaginava a belíssima vista que teríamos ao despertar. Acomodados no platô superior da Cachoeira do Segredo, deliramos ao sair de nossas barracas e nos depararmos com um lindo vale. Tomamos café da manhã e despencamos ladeira abaixo em direção à Cachoeira do Segredo.
 
 
 

Posso dizer que conheço um bom número de cachoeiras, mas a do Segredo me surpreendeu. Além da grandeza, as formações rochosas dessa cachoeira dão um belíssimo efeito na queda d’água.

 

 

 
 
Após um banho revigorante, seguimos para a parte final de nosso trekking. Subimos pela crista de uma serra à direita da cachoeira do Segredo, o que nos permitiu encontrar o rio São Miguel quase no ponto onde o cruzaríamos e subiríamos em direção ao Mirante de São Jorge.
 
Antes de cruzar o rio, porém, após passar por um arbusto, percebi uma mancha marrom em meu braço esquerdo. 
 
 
 
 
 
 
Ao analisar com cuidado, percebi que se tratava de uma nuvem de carrapatos microscópicos, o que me fez entrar em desespero só de pensar na coceira que se desencadearia nos dias seguintes. Esforcei-me para eliminá-los de meu braço, mas sabia que algumas centenas deles já se encontravam em marcha militar em direção às minhas partes menos expostas! Paramos no Rio São Miguel para lanchar e tentar afogar os malditos carrapatos.
 
 
 
 

 
 
 
Mas, ao pegar minha calça para vesti-la novamente, notei uma colônia dos bichinhos ganhando território rumo ao zíper. Com muito esforço, sacudi a calça violentamente pelos ares na esperança de acabar com a invasão (ou diversão) dos malditos carrapatos. Por precaução, não vesti mais a calça.
 
  
 
  
 
Chegamos a São Jorge às 18h30min. Cansados, mas felizes, iniciamos nossa recuperação tomando algumas cervejas no bar do Pelé. Como o cansaço era grande, resolvemos estender o plano, o que gerou algumas cenas hilárias ao final da noite. Embalados pela “Chapadeira”, Guilherme e Odilon dançaram uma espécie de valsa sertaneja no já vazio centrinho de São Jorge.
 
 
No dia seguinte, de volta à rotina, os primeiros sinais da batalha que eu julgava vencida contra os carrapatos surgiram. Dezenas de caroços vermelhos espalhados por meu corpo não me deram sossego. Tornei-me um coçador ambulante. Enquanto aliviava uma coceira no braço, outra me atordoava nas “partes baixas”. Irritado, tive a impressão de ouvir os microscópicos carrapatos sussurrarem em meu ouvido:

“Somos pequenos, mas somos muitos”.     

 

Gratidão aos meus amigos.
Manza
 

1º dia

20/05/2017

Dist: 21,6km

Tempo: 5h25’

Asc: 367m

 

 

2º dia

21/05/2017

Saída às 09:30

Dist: 22,9km

Tempo: 5h08’

Asc: 892m